
Fundo Soberano de Cabo Verde manifesta interesse na experiência do FSDEA
O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) recebeu esta segunda-feira, 15 de Dezembro, uma delegação do Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado de Cabo Verde (FSGIP), liderada pelo seu Presidente do Conselho de Administração, João Fidalgo, num encontro institucional orientado para o reforço da cooperação entre fundos soberanos africanos. A audiência foi conduzida pelo Administrador do FSDEA, Igor Lima, em representação do Presidente do Conselho de Administração, Dr. Armando Manuel, e contou igualmente com a presença do Economista-Chefe do FSDEA, Cristóvão Neto.
Durante o encontro, foram trocadas experiências sobre modelos de governança, políticas de investimento e gestão prudente de ativos de longo prazo, com abordagem particular nas boas práticas adotadas pelo FSDEA. À margem da reunião, João Fidalgo sublinhou que 'o Fundo Soberano de Angola é hoje uma referência relevante no contexto africano e internacional, tanto pelo seu modelo de governação como pela claramente estratégico na alocação de activos e integração de critérios ESG' , acrescentando que o FSGIP vê no FSDEA 'um parceiro natural para a partilha de conhecimentos e experiências que reforçam a capacidade institucional e técnica do fundo cabo-verdiano' .
O Presidente do FSGIP manifestou ainda interesse em aprofundar a cooperação com o FSDEA em áreas como estratégias de investimento e alocação de ativos, gestão de riscos e compliance, integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), bem como práticas de transparência e comunicação institucional, considerando que uma aproximação entre as duas instituições poderá contribuir de forma significativa para a promoção do desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.
Sobre o FSGIP
O Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado (FSGIP) foi criado pela Lei n.º 65/IX/2019, de 14 de Agosto, com natureza jurídica de património autónomo, sob a forma de sociedade anónima unipessoal, respondendo exclusivamente pelas obrigações assumidas no exercício da sua actividade. Com operações plenas iniciadas em 2022, o Fundo dispõe de um capital social inicial de 100 milhões de euros, dos quais 90 milhões de euros foram realizados pelo Estado de Cabo Verde, ficando os restantes 10 milhões de euros previstos para colocação no mercado de valores mobiliários, no âmbito da sua estratégia de mobilização de recursos financeiros.







